Festival Zequinha de Abreu

Título : III Tértúlia Musical – Noite do Chorinho
Autor : Leiva e Carlos Faria
Veículo : Site www.thertulia.com.br

Depois de nos brindar com noites inesquecíveis de bossa nova e de blues, desta vez o Thertúlia nos ofereceu uma rara oportunidade de ouvirmos um genuíno ritmo brasileiro: O chorinho.

O grupo escolhido, Sexteto Colibri, composto por Nélia (teclado), Therezinha (acordeon), Clélia (violão de 7 cordas), Tiãozinho (cavaquinho), Alfredo (Timba) e Giba (pandeiro), surgiu em janeiro de 2000, quando os músicos se reuniam tocando para os pacientes do Sanatório Espírita Vicente de Paulo. Hoje, com a agenda cheia e já com um CD gravado (Sexteto Colibri em Pé Quente), o grupo é atração às quintas-feiras na Pizzaria La Vecchia Villa.

Flor amorosa, Brejeiro, Carinhoso, Tico-tico no fubá, Brasileirinho, Sons de carrilhões e outros grandes clássicos do gênero, foram executados com energia e simpatia contagiantes e o público literalmente “caiu no choro”.

Em contato com os integrantes do grupo percebemos uma união quase familiar onde cada elemento possui papel fundamental na formação da personalidade do sexteto.

Clélia nos falou entusiasticamente sobre a origem do gênero que foi criado a partir da mistura de elementos das danças de salão européias com influência da música africana, citando Chiquinha Gonzaga, Joaquim Antonio da Silva Callado e Anacleto Medeiros como os precursores do choro no Brasil, mais tarde grandes expoentes da música Brasileira como Villa Lobos e Ernesto Nazareth contribuiram para a formação da linguagem do gênero que extrapolou as fronteiras entre a música popular e a erudita.

Terezinha nos explicou que o chorinho é uma espécie de “jazz brasilerio” pois sofreu marcante influência deste gênero, sendo inclusive adaptado para a linguagem das big bands, notadamente pelo arranjador pernambucano Severino Araújo, à frente da Orquestra Tabajara, citando também o maestro Radamés Gnattali como um dos responsáveis pela aproximação choro/jazz.

Finalizando, o Sexteto Colibri nos deixou sua mensagem: “Queremos levar a harmonia”.

E vocês levam mesmo.

Valeu Sexteto. Valeu Thertúlia!

Nenhum Cometário

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