O Choro da viola

Título : O Choro da viola
Autor : Angelo Davanço
Veículo : Jornal “A Cidade” de Ribeirão Preto

Sexteto Colibri e Mazinho Quevedo ensaiam para show inédito no dia 16.

Unir a brejeirice do chorinho ao sentimentalismo da música caipira de raiz. A parceria, ainda inédita na música brasileira, está saindo do papel das partituras para chegar aos ouvidos do público no próximo dia 16 de março, quando o Sexteto Colibri e o violeiro Mazinho Quevedo subirem ao palco do teatro municipal para o show “Do Caipira ao Choro”

A idéia do Show surgiu no final do ano passado, quando os artistas se encontraram nas gravações do Programa “Caminhos da Roça”, da EPTV. “Esta é uma grande oportunidade de juntar dois estilos muito peculiares. Hoje a música de raiz vive um momento especial, com mais atenção do público e da mídia, enquanto o choro procura se consolidar”, diz Quevedo, que nesta semana esteve em Ribeirão Preto para o ensaio final.

Esta não é a primeira vez que o músico de 40 anos mistura o som das dez cordas da viola caipira com outros estilos. “Eu não sou um instrumentista que foi para a música caipira. Sou um violeiro caipira que toca todos os ritmos”, explica.

Nascido em Adamantina e formado em odontologia, Mazinho Quevedo garante que não troca a viola pelo boticão. Mora em Araras, onde criou uma orquestra de violeiros. No início da década de 80, aos 17 anos, já participava de programas de TV, como o “Som Brasil”, de Rolando Boldrim. Já lançou nove discos – o primeiro em 1992. O mais recente é “Velha Porteira”, lançado no final do ano passado.

O Colibri surgiu há seis anos como Sexteto Beija-flor, quando se apresentava para os pacientes do Sanatório Espírita Vicente de Paulo. É formado por Nélia Nery Paterno no teclado, Therezinha de Biaggi no acordeon, Clélia Coimbra no violão de sete cordas , Sebastião Góis no cavaquinho, J.C. Tampa na percussão e Gilberto Gomide no pandeiro, o Sexteto comemora a união. “O som está ficando tão bonito que não sei como alguém não teve esta idéia antes, de juntar o chorinho à música caipira de raiz”, diz Clélia.

Durante os ensaios, acompanhados pelo baixo de Mazza, os músicos tocam um repertório de 20 músicas, entre elas “Atraente”, de Chiquinha Barbosa, “Tristeza do jeca, de Angelino de Oliveira, “Trenzinho Caipira”, de Villa-Lobos, e “Cantiga pra Ribeirão”, de Luís Vieira. O espetáculo tem direção cênica de Magno Bucci e cenografia de Semíramis Paterno.

Nenhum Cometário

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